“Tudo jinti na seu, ku na tera, ku bas di tera, tem ku finka juju pa da Nomi di Jesus rispito. Kada boka tem ku konta klaru kumaJesus Kristu i Siñor pa glória di Deus Pape.”
Há meia hora chegamos de Pirada. Frio, vento, poeira, clima seco, banheiro?só no mato, pegar água na cisterna, lanterna, vela, pintar, limpar, fazer bloco de cimento, foram as experiências da equipe do Seminário Presbiteriano do Norte nesta última semana na África.
Saíram de nosso uso diário as palavras: Bacia sanitária, energia elétrica, fogão, água encanada, mesa, prato, garfo, lâmpada, entre outras... que saudade...
O hábito de mudar de nome é muito agradável para os Guineenses pela identificação com o povo. Rev. Marcos recebeu a alcunha de Mbaná Nabalati(um nome da etnia Balanta); já o seminarista Otávio recebeu o nome deAbdullai Embalo (um nome da etnia Fula); e por último o Rev. Amaury recebeu o nome de Alsene Balde, também da etnia Fula.
Limpamos a cisterna que estava entupida (mais de 20 metros de profundidade), a área da igreja foi capinada, portas e janelas restauradas, templo e casa pastoral foram pintadas. Foi difícil, pesado, cansativo, porém gratificante. O SPN revitalizou a igreja de Pirada. Obrigado pelas ofertas, sem as quais não poderíamos fazer o trabalho.

Realizamos todas as noites cultos nos lares muito bem freqüentados e animados. Havia revezamento dentre os três pregadores. Três pessoas manifestaram fé salvadora, louvado seja o nome do Senhor. Hoje nossa despedida foi com a celebração da ceia do Senhor. Foi um momento ímpar para a equipe ter comunhão com irmãos de 4 etnias (balanta,manjaco,mansonca e fula). Deus tem proporcionado experiências que tem marcado nossas vidas, visão, ministério.
Esta será nossa última semana na África, amanhã partiremos para Bissau, outros desafios nos aguardam na capital. Um misto de emoções: Vontade de ir embora e matar a saudade da família e vontade de ficar e ser relevante paraeste povo sedento, espiritualmente cego, vazio de Deus, de Cristo, de salvação. Sem falar da minúscula, porém operosa e valente Igreja Presbiteriana da Guiné-Bissau, caracterizada por crentes maduros, sinceros e dispostos na obra do Senhor. Que dilema: Temos que voltar ao Brasil mas com vontade de ficar.

Conhecer pessoas como o Rev. Basílio e família, Rev. Paulo Serafim e família, Missionário Rogério e família, Missionário Beto e Família, nos fez ter orgulho de sermos presbiterianos; pessoas ”que se gastam e se deixam gastar pela obra do Senhor”.Oxalá encontrássemos tantos presbiterianos com mesma disposição em nossos rincões.
Aos nossos leitores fica o desafio de orarmos e agirmos em prol desta guerreira Igreja Presbiteriana da Guiné-Bissau.
Aos seminaristas fica o exemplo do sem. Otávio, de que é possível para nossos alunos do SPN fazer diferença entre as nações, pregar para animistas, pregar para muçulmanos, vencer barreiras étnicas, lingüísticas, contribuir para o avanço do Reino de Deus entre todos os povos.
Queridos alunos, amem a obra missionária. Vivam intensamente sua relação com Deus dispostos a pagar o preço para ver Cristo sendo honrado e glorificado pelos seus eleitos em toda terra. “Deus poderia ter feito tudo sozinho, mas preferiu contar com você”.
A Deus toda glória.
Até a próxima semana, em sala de aula, se Deus quiser.
Rev. Marcos Cesar Martins
Departamento de Missões do SPN


